Olá, alunos
Em função do trabalho de Física, do Professor Raul, em parceria com a Língua Portuguesa, posto aqui algumas dicas para se elaborar um roteiro de vídeo educativo/explicativo sobre os temas sorteados.
Fonte:
www.cybercollege.com/port/tvp006.htm.
Escrevendo para o vídeo
Roteiros de vídeo têm um estilo próprio; se caracteriza por
frases curtas, concisas e diretas.
A voz ativa é preferida à voz passiva;
substantivos e verbos são preferidos aos adjetivos; e as palavras específicas
são preferidas às palavras gerais. No vídeo, devemos evitar as orações
dependentes, no início das sentenças, e eliminar as palavras desnecessárias. Por
exemplo, ao invés de, "neste momento " prefira "agora". Ao
invés de "curta distância ", use "perto".
Também utilizamos pontuação extra, especialmente
vírgulas, para ajudar na leitura dos textos de narração. As vírgulas sinalizam
as pausas, (como já foi dito, um procedimento nem sempre aprovado pelo seu
professor de Línguas). Apenas lembre-se o que, e para quem, você está
escrevendo quando se sentar no seu computador.
As atribuições - ao contrário do jornal impresso
- devem vir no começo da frase, ("Segundo o Ministro da Saúde...").
No vídeo, queremos saber logo de cara "quem foi que disse".
Correlacione Áudio e Vídeo
Os telespectadores estão acostumados a ver na tela da TV, imagens relacionadas
com o que estão ouvindo - geralmente, sob a forma de diálogo
ou narração. Por isso, para não confundir a audiência, correlacione (relacione)
som e imagem.
Isto não quer dizer que
você deva ser literal. Evite o tipo de comentário "David corre", que
diz o óbvio. Se você pode ver claramente o que está acontecendo na tela, isto
irá aborrecer o seu público. Em novelas de Rádio, muitas falas desse tipo são
incluídas no diálogo, para informar aos ouvintes sobre o que eles não podem
ver. Mas, este não é exatamente o caso da TV. Idealmente, o diálogo ou narração deve
complementar o que está sendo visto.
Sobrecarga de Informação
Em produção de vídeo, a meta não é simplesmente
descarregar mais informação nos espectadores. Para ter sucesso, devemos atrair
a audiência e comunicar claramente as informações selecionadas, de forma
interessante e esclarecedora. A capacidade do ser humano de absorver
informação é limitada. Além disso, lembre-se que o espectador típico tem uma
série de distrações externas e internas, preconceitos, etc., que são obstáculos
ao processo de comunicação. Se o roteiro tem um conteúdo muito denso, com
muitos fatos ou se a informação não for apresentada de maneira clara, o
espectador ficará confuso, perdido e frustrado - e simplesmente perderá o interesse.
Confuso x Chato
Além da quantidade de informação que queremos comunicar,
devemos também considerar a velocidade da apresentação. Temos de dar ao
espectador a oportunidade de absorver cada ideia, antes de passar para o
próximo ponto. Se você vai depressa demais, o público fica perdido; se vai
muito devagar, acaba aborrecendo a audiência.
Em vídeos de treinamento, a melhor tática para a
apresentação de informações importantes é : primeiro, sinalizar ao espectador
que alguma coisa importante irá acontecer. Depois, apresentar a informação, da
maneira mais simples e mais clara possível. E, finalmente, reforçar o ponto
através da repetição ou com uma ou duas ilustrações.
Em resumo, aqui estão sete regras gerais para
escrever para televisão. Algumas delas se aplicam à produção de programas
educacionais, outras a produções dramáticas, e outras a ambos os tipos.
- Assuma
um tom coloquial. Use sentenças curtas e um estilo de abordagem informal.
- Envolva
a sua audiência emocionalmente; faça com que ela se interesse sobre as
pessoas e conteúdo do programa.
- Forneça
uma estrutura lógica adequada; deixe o espectador saber onde você está
querendo chegar, que pontos são conceitos chaves, e quando você vai mudar
o assunto.
- Após
apresentar um ponto importante, faça uma exposição detalhada e ilustrada
sobre o assunto.
- Não
tente incluir muitos assuntos no programa.
- Dê à
sua audiência uma oportunidade de digerir um conceito antes passar para
outro.
- Programe
a sua apresentação de acordo com a capacidade que o seu público-alvo tem
de absorver os conceitos que serão abordados.